Caminhoneiro de SC preso há 26 dias em nevasca histórica na Argentina relata banho frio e refeições improvisadas: 'Aqui é imprevisível'

Caminhoneiros catarinenses ficam presos em nevasca entre o Chile e Argentina O caminhoneiro Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina, completou, n...

Caminhoneiro de SC preso há 26 dias em nevasca histórica na Argentina relata banho frio e refeições improvisadas: 'Aqui é imprevisível'
Caminhoneiro de SC preso há 26 dias em nevasca histórica na Argentina relata banho frio e refeições improvisadas: 'Aqui é imprevisível' (Foto: Reprodução)

Caminhoneiros catarinenses ficam presos em nevasca entre o Chile e Argentina O caminhoneiro Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina, completou, nesta segunda-feira (10), 26 dias preso na nevasca histórica que atinge a fronteira da Argentina com o Chile. Ele tinha previsão de deixar o local no fim de semana, mas não foi possível e ele segue na aduana. Jairo relatou que o local tem problemas de estrutura e que faz as refeições de forma improvisada. Outros caminhoneiros de outras regiões catarinenses também precisaram enfrentar essa situação. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Caminhoneiro de SC está há mais de 20 dias preso em nevasca histórica O motorista Jairo está na província de Mendoza, na Argentina. A nevasca histórica atinge a Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile. "Aqui é uma aduana que é praticamente zero em assistência. Não tem banheiro, chuveiro, só um cano que sai água fria. Não tem ambulância de plantão, nada". As baixas temperaturas que fazem no local também são um desafio. "A maioria levanta tarde aqui. Está fazendo muito frio na rua". Conforme Jairo, a temperatura à tarde era de -2ºC nesta segunda. As doações da Associação de Caminhoneiros de Mendoza continuam. "Eles vêm todo dia com água potável e sopa ao meio-dia. À noite, nós fazemos alguma coisa para comer na caixa de cozinha do caminhão". O motorista relatou que, durante o fim de semana, veículos de turismo conseguiram passar, mas ele continua na aduana. Ele espera que possa sair nos próximos dias. "Nada oficial, porque aqui é imprevisível. Mas acredito que lá para domingo que vem", declarou. Nevasca histórica deixa caminhoneiro de SC preso há mais de 20 dias na Argentina Arquivo pessoal Outros caminhoneiros de SC também ficaram parados no local Mais de 50 caminhões de uma única empresa de Concórdia, região Oeste de Santa Catarina, já estiveram parados nessa aduana. Outros empresários da região, inclusive de Chapecó, também relatam veículos parados no local. Os caminhoneiros disseram que não podem seguir viagem por conta da pista tomada pela neve ou até mesmo congelada. O relato desses motoristas é de que, ao todo, mais de 1,5 mil caminhões já chegaram a ficar parados no local. Os sindicatos das empresas de transportes do Oeste de Santa Catarina relataram que não há como estimar quantos caminhões do estado já estiveram ou estão ainda parados no local, mas disseram que empresários da região já relatam preocupação, é claro, com os motoristas, mas também com prejuízos operacionais, com atraso nas entregas.